o Bhagavad Gita, o Viveka Chuda Mani, de Shankara, o obra inteira de Swami Vivekananda (que Henry Miller adorava ler), os ensinamentos de Ramana Maharshi, enfim, toda a tradição filosófica e espiritual da Vedanta afirma que o verdadeiro Eu do ente humano não é o seu corpo, a sua mente, as suas emoções ou pensamentos.
se identificar com isso é a "ilusão corporalista" que o hinduísmo chama de Maya.
Eu não sou alto, baixo, gordo, magro, bonito, feio, triste, feliz, macho, fêmea, velho, moço, rico, pobre, brasileiro, africano, europeu, branco, negro, amarelo e outras condições temporárias e impermanentes.
O verdadeiro e real Eu, aquilo que sou em essência, de acordo com a Vedanta, é imutável, não morre nem nasce, está além das transformações temporais.
esse Eu real se chama Atman, que podemos traduzir como Espírito ou Alma.
O Atman é real, o corpo é irreal.
Irreal não quer dizer que não existe.
O corpo existe (é ele a própria presença da existência humana), mas existe enquanto Maya, isto é, como ilusão, aparência fenomenológica que encobre o verdadeiro Ser. Este Ser, o Atman, é a única coisa real, o resto é irreal.
De acordo com a filosofia não-dualista de Shankara, o Atman e o Brahman (que é a Realidade Absoluta ou Deus) são unos e inseparáveis.
2 Comments:
o que dizer da existência humana?
o Bhagavad Gita, o Viveka Chuda Mani, de Shankara, o obra inteira de Swami Vivekananda (que Henry Miller adorava ler), os ensinamentos de Ramana Maharshi, enfim, toda a tradição filosófica e espiritual da Vedanta afirma que o verdadeiro Eu do ente humano não é o seu corpo, a sua mente, as suas emoções ou pensamentos.
se identificar com isso é a "ilusão corporalista" que o hinduísmo chama de Maya.
Eu não sou alto, baixo, gordo, magro, bonito, feio, triste, feliz, macho, fêmea, velho, moço, rico, pobre, brasileiro, africano, europeu, branco, negro, amarelo e outras condições temporárias e impermanentes.
O verdadeiro e real Eu, aquilo que sou em essência, de acordo com a Vedanta, é imutável, não morre nem nasce, está além das transformações temporais.
esse Eu real se chama Atman, que podemos traduzir como Espírito ou Alma.
O Atman é real, o corpo é irreal.
Irreal não quer dizer que não existe.
O corpo existe (é ele a própria presença da existência humana), mas existe enquanto Maya, isto é, como ilusão, aparência fenomenológica que encobre o verdadeiro Ser. Este Ser, o Atman, é a única coisa real, o resto é irreal.
De acordo com a filosofia não-dualista de Shankara, o Atman e o Brahman (que é a Realidade Absoluta ou Deus) são unos e inseparáveis.
Salve!
Meu amigo, teu blog é uma das melhores coisas que já li na web. Enfim alguém fez minha vontade de escrever em blogs voltar!
Parabéns!
Totonho
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